Arroz de sarrabulho
Prato emblemático de Ponte de Lima. Arroz cozinhado com vários cortes de porco, sangue, cominhos. Servido com rojões e laranja. Há uma confraria gastronómica dedicada.
A vila mais antiga de Portugal, a ponte romana sobre o rio do esquecimento, e os socalcos infinitos de Sistelo — o "pequeno Tibete português".
Foi assim que os romanos batizaram o Lima — Limia, rio do esquecimento. Décimo Júnio Bruto convenceu os soldados a atravessar gritando os seus nomes do outro lado, para provar que a memória não desaparecia. Hoje vinha-se cá para o mesmo — esquecer o resto do mundo durante umas horas.
Ponte de Lima é a vila mais antiga de Portugal (foral de 1125, antes da nação existir). Sistelo é uma das "7 Maravilhas de Portugal — Aldeias", e os seus socalcos verdes em escada são paisagem protegida.
Saída pela A3 (≈ 1h até Ponte de Lima).
A ponte romana (séc. I) ampliada no séc. XIV. Pelourinho gótico, Igreja Matriz, Torre da Cadeia Velha, Alameda dos Plátanos centenários. Mercado quinzenal (séc. XIII) à beira-rio. Centro de Interpretação dos Descobrimentos.
Casas brasonadas, Igreja de Santo António dos Capuchos, Museu dos Terceiros (arte sacra barroca). Café num solar do séc. XVI.
Vila à beira do rio Vez, com ponte medieval e Capela Nossa Senhora da Lapa esculpida em granito. Foi aqui que se travou o "Recontro de Valdevez" (1141), uma das batalhas que selou a independência de Portugal.
Em quinta restaurada do Vez ou em casa de aldeia em Sistelo. Cabrito ou arroz de cabidela, broa, vinho verde.
"Aldeia das 7 Maravilhas". Os socalcos em escada, ainda hoje cultivados, atingem o topo do vale. Trilho do Castelo do Boi (curto, ≈ 30min) para a melhor vista. Pelourinho, ponte das Poldras, lameiros.
Casa nobre do séc. XVII, hoje albergue rural. Vista sobre todo o vale. Tempo livre para fotos.
Chegada por volta das 17:30.
Quando D. Teresa atribuiu o foral a Ponte de Lima em 1125, Portugal ainda não era Portugal. A vila prosperou no comércio do Caminho de Santiago — peregrinos vindos do sul atravessavam a ponte romana e seguiam para Compostela. Os solares brasonados do centro são todos dessa nobreza fronteiriça medieval.
A Feira Nova de Ponte de Lima (Setembro) e o cavalo de Ponte de Lima (raça autóctone) são duas tradições vivas. As mordomas vestem o traje regional e as cestas com fruta atravessam a ponte aos pares.
Prato emblemático de Ponte de Lima. Arroz cozinhado com vários cortes de porco, sangue, cominhos. Servido com rojões e laranja. Há uma confraria gastronómica dedicada.
Bacalhau frito sobre cama de cebola, alho e azeite. Versão do Vale do Lima — mais ácida, com vinagre.
Doces conventuais (gemas, açúcar, amêndoa) cuja receita veio do Mosteiro de Tibães. Servidos no Café Galiza desde 1908.