Francesinha
O sandwich pesado e icónico: pão, presunto, linguiça, bife, queijo derretido por cima, molho secreto à base de cerveja e tomate. Cada restaurante guarda a sua receita.
Cidade Património Mundial UNESCO desde 1996. A "Invicta" tem dois mil anos de história escritos em granito, azulejo e nevoeiro do Atlântico.
O Porto tem dois corações: o do turista e o do portuense. Vamos visitar os dois — desde a Ribeira icónica até aos cafés onde se discute política ao pequeno-almoço, passando por miradouros que nem aparecem nos guias.
Conduzimos entre paragens para poupar pernas (e tempo). Pode escolher visitar monumentos por dentro (entradas pagas à parte) ou só beber a cidade por fora.
Hotel, aeroporto ou ponto à escolha. Começamos pela Baixa, antes da cidade encher.
A catedral românica do século XII, o terreiro com vista sobre a cidade, e as ruas medievais que descem até à Ribeira. Túmulo de Filipa de Lencastre lá dentro.
20 mil azulejos azuis e brancos com cenas da história portuguesa, pintados por Jorge Colaço em 1916. Uma das estações mais bonitas do mundo (Lonely Planet, Forbes, etc.).
A torre barroca (Nasoni, 1763) e a livraria art nouveau que inspirou o cenário de Hogwarts (embora a J.K. Rowling negue oficialmente). Bilhete da Lello é à parte e exige fila.
O mercado tradicional do Porto, reaberto em 2022 após obras profundas. Bacalhau, enchidos, flores, fruta — e o melhor presunto da cidade.
O cartão postal do Porto. Casas coloridas penduradas sobre o Douro, ponte D. Luís I (Eiffel, 1886) e os rabelos. Pausa para café com vista.
Atravessamos a ponte para o lado de Gaia. Prova de vinho do Porto numa cave histórica (Sandeman, Ferreira, Calém — entradas à parte, ≈ €15–25).
Onde o rio encontra o oceano. Praia do Molhe, Pérgola de avenida do Brasil, Castelo do Queijo. Almoço opcional num restaurante de peixe à beira-mar.
É um ditado antigo, e diz quase tudo. Cidade burguesa, austera, comerciante, o Porto enriqueceu com vinho, têxteis e ourivesaria — e construiu palácios que parecem casas escondidas em fachadas modestas.
É também a cidade onde nasceu Portugal: foi daqui que partiu D. Henrique para conquistar Ceuta em 1415, marcando o início dos Descobrimentos. E é por isso que os portuenses são chamados "tripeiros": deram a carne toda aos navios e ficaram com as tripas. Por orgulho, fizeram delas um prato — as tripas à moda do Porto. Ainda hoje se comem, um pouco por toda a cidade, com feijão branco e arroz.
O sandwich pesado e icónico: pão, presunto, linguiça, bife, queijo derretido por cima, molho secreto à base de cerveja e tomate. Cada restaurante guarda a sua receita.
Tripas de vitela com feijão branco, presunto, chouriço, frango. Cozinhadas durante horas. O prato da identidade portuense.
Criado no Porto, no século XIX, por José Luís Gomes de Sá. Bacalhau lascado, batata cozida, cebola, ovo cozido, azeitona, salsa. Receita gravada na cabeça de qualquer cozinheiro portuense.