Cabrito ao forno de lenha
Cabrito serrano (alimentado a urze) marinado em vinho verde tinto, alho e louro. Cozinhado lentamente em forno de pão. Crosta dourada, carne que se desfaz.
O único parque nacional de Portugal. 70 mil hectares de granito, água, lobos e silêncio — onde os garranos ainda pastam livres e as aldeias falam baixo.
O Peneda-Gerês é o único parque nacional português (1971) e Reserva da Biosfera UNESCO. É o lugar onde se vai para deixar de pensar — montanhas redondas, lagos espelhados, cascatas que caem do céu, e uma rede de aldeias que ainda funcionam segundo regras comunais do século XIII.
Este tour pisa o granito e respira o ar do Norte profundo. Levamos calçado bom e fome — paramos numa casa de comer com cabrito ao forno e vinho verde da casa.
Saída pela A3/A11 em direcção a Braga e ao Gerês (≈ 1h30).
A vila termal escondida num vale verde. Início do parque. Café ao ar livre antes de subir a serra.
Carvalhos seculares (alguns com mais de 400 anos) e os marcos miliários da antiga via romana que ligava Braga (Bracara) a Astorga (Asturica). Caminhada curta entre marcos.
O ponto fotográfico mais famoso do parque. A 800m de altitude, vista 180° sobre o vale, a barragem de Vilarinho e a serra do Soajo.
Uma queda de água em três tabuleiros, com uma piscina natural em baixo. Banhar é por conta e risco (água gelada o ano todo).
Em casa de aldeia. Cabrito ao forno de lenha, batatas a murro, broa, vinho verde tinto. Sobremesa caseira.
Em 1972 uma barragem submergiu a aldeia. Quando a barragem baixa (geralmente Setembro–Outubro), reaparecem as casas, ruelas, igreja — uma Atlântida portuguesa. Há um museu etnográfico em São João do Campo dedicado a ela.
Conjunto monumental de 24 espigueiros (granários de granito) em cima de mesas de pedra, alinhados num eirado comunal. Os mais antigos são do século XVII. Aldeia preserva o regime comunitário da serra.
Outro conjunto de espigueiros (50, em duas filas) ainda usados. O castelo de Lindoso (séc. XIII) guardava a fronteira com Espanha.
No regresso, com sorte, vê-se manadas de garranos (pónei selvagem autóctone) a pastar. Os corços são mais discretos mas frequentes ao entardecer.
Algumas aldeias do parque (Pitões das Júnias, Tourém, Soajo) mantêm até hoje regimes comunais que vêm da Idade Média: pastos partilhados, gestão coletiva da água, dos moinhos, dos espigueiros. Em Tourém, à terça-feira, ainda se toca o sino do concelho para chamar os vizinhos a decidir assuntos da aldeia.
Os garranos, raça autóctone equina, vivem em estado semi-selvagem desde tempos pré-romanos. São identificados anualmente nas rapas, festas comunitárias em que se marcam os poldros novos e se contam histórias na noite seguinte.
Cabrito serrano (alimentado a urze) marinado em vinho verde tinto, alho e louro. Cozinhado lentamente em forno de pão. Crosta dourada, carne que se desfaz.
Versão minhota: carnes fumadas locais, couve-galega, batata, cenoura, nabo, arroz de forno. Caldo separado, no início.
O mel multifloral do Gerês (com urze, giesta, rosmaninho) tem indicação geográfica protegida. Servido com queijo curado da Cabreira sobre broa quente.