Cabrito assado no forno
Da raça serrana, alimentado a urze e tomilho selvagem. Acompanhado de batata a murro e arroz de forno. Prato dominical do interior duriense.
O primeiro vinho demarcado do mundo. Patrimão Mundial UNESCO desde 2001. Dois mil anos de história talhada à mão, terraço a terraço, em xisto puro.
Vamos pelas estradas estreitas, paramos onde os autocarros não cabem, almoçamos onde os locais almoçam. O vale revela-se a quem o conhece — não a quem o atravessa. Vão-se ver os mesmos rios e as mesmas vinhas, mas vai-se ouvir o porquê.
Provamos vinho do Porto onde ele se faz, falamos com quem o faz, comemos cabrito assado em forno de lenha. Voltamos com fotografias, sim — mas também com a sensação de termos sido convidados.
Hotel, aeroporto ou morada à escolha. Briefing rápido, café se quiser, e seguimos para nordeste pela A4.
Pausa para conhecer a vila do Tâmega, a ponte de São Gonçalo e a doçaria conventual (os "doces fálicos" de São Gonçalo são uma história à parte). Os melhores doces estão na Confeitaria da Ponte.
Em Mesão Frio, a paisagem abre-se pela primeira vez. Os socalcos infinitos do Cima Corgo aparecem em baixo. Fotografia obrigatória.
Régua é a capital do vinho do Porto desde o século XVIII. Visita rápida ao Museu do Douro (entrada por conta do cliente) para perceber por que razão o Marquês de Pombal criou aqui a primeira região vinhateira demarcada do mundo, em 1756.
Mesa preparada para si numa quinta vinhateira (à parte). Cabrito ou posta mirandesa, vinhos da casa, vista para os socalcos. Em alternativa, almoço em restaurante tradicional no Pinhão.
Visita à adega: Tawny, Ruby, LBV e — se houver — Vintage. Explicação dos métodos tradicionais, pisa nos lagares (entre Setembro e Outubro), descida às caves.
Eleito por Miguel Torga como o mais belo miradouro do mundo: "Aqui terminei a leitura do livro impagável do meu País". Vista de 360° sobre o Douro e o Sabor.
A famosa estação revestida a azulejos com cenas das vindimas (Jorge Colaço, 1937). Tempo livre no cais, à beira-rio. Quem quiser, pode subir num rabelo turístico (à parte).
Chegada estimada por volta das 20:00, com paragens fotográficas a pedido durante a descida.
O xisto. É preciso começar pelo xisto. As socalcas (terraços de pedra solta) que vemos hoje começaram a ser construídas no século XVII, à mão, por gerações de homens que quebravam a rocha para fazer um palmo de terra onde plantar uma cepa.
Em 1756, o Marquês de Pombal criou aqui a primeira região vinhateira demarcada e regulamentada do mundo — antes do Champagne, antes do Bordéus. A demarcação foi feita com 335 marcos de granito gravados com a palavra "Feitoria", dos quais ainda hoje subsistem mais de 200.
O vinho do Porto nasceu de um acidente: no século XVII, comerciantes ingleses começaram a adicionar aguardente ao vinho para o conservar durante a viagem por mar. Descobriram que ficava melhor — interrompendo a fermentação, o açúcar mantinha-se. Nasceu o "vinho fortificado".
Da raça serrana, alimentado a urze e tomilho selvagem. Acompanhado de batata a murro e arroz de forno. Prato dominical do interior duriense.
Bife alto, grelhado a brasa, da raça mirandesa (DOP). Servido com batata cozida e grelos. Não se vira mais que uma vez na grelha.
Pão recheado com carnes fumadas (presunto, chouriço, alheira). Versão duriense da "folar". Para piqueniques nos miradouros.